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Archive for julho \30\UTC 2010

E ai pessoal, beleza?

Para comemorar o dia de hoje, em que completo 29 anos de vida, deixo aqui algumas poucas linhas que escrevi certa vez para meu pai em seu aniversário.


Sabedoria da Vida

Ano após ano um novo ciclo se completa. E assim segue a vida, um ciclo começa quando outro termina, numa sucessão interminável e infinita.

A eterna e magistral sabedoria da vida está nisso, o começo, o meio, e o fim são uma coisa só, não existe diferença entre os 3 tempos, e na verdade eles não existem.

O que existe é o fluxo da continuidade, uma energia que jamais se extingue, que faz com que a vida continue, continue, continue…


É isso, brindemos à VIDA! Registro minha gratidão, por tudo! =)

Grande abraço. Cuidem-se. Namastê.

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Ubuntu

Sim, a Copa acabou, mas a África ainda ecoa por aqui. Aproveito então para dividir com vocês um conceito que vem de lá, o Ubuntu.

Ubuntu não é apenas uma palavra, é uma idéia, um princípio e pode até ser adotado como filosofia de vida. Não existe uma tradução exata para nossa língua, mas, segundo a Wikipédia, uma possível tradução seria “humanidade para com os outros”, ou ainda “a crença no compartilhamento que conecta toda a humanidade”. Em outras palavras, Ubuntu nos traz a consciência de que os seres humanos estão todos interligados e dependem uns dos outros, que a base de uma sociedade boa e justa está em uma covivência harmoniosa, solidária e fraterna entre as pessoas. Ubuntu é respeitar e amar o próximo, é reconhecer que o outro é tão humano quanto você, e portanto tem os mesmos direitos. É olhar para aqueles a sua volta e enxergar amigos, irmãos.

Estamos aqui tratando de um conceito que em essência é muito simples, mas que pode ser explicado de inúmeras formas e a partir de inúmeros exemplos, tal é a sua profundidade e aplicação em nossas vidas. Portanto, aqui vão algumas outras definições que encontrei em uma rápida pesquisa no Google:

“Uma pessoa com ubuntu está aberta e disponível aos outros, não-preocupada em julgar os outros como bons ou maus, e tem consciência de que faz parte de algo maior e que é tão diminuída quanto seus semelhantes que são diminuídos ou humilhados, torturados ou oprimidos.”
(Desmond Tutu, arcebispo sul-africano e Nobel da Paz)

“É a essência do ser humano… nossa humanidade só é afirmada se temos conhecimento da dos outros…” (Desmond Tutu)

“eu existo porque você existe.”

“Ubuntu é uma forma solidária e participativa de enxergar o mundo numa visão de mundo nascida em sociedades africanas, onde não se enxerga apenas o próprio umbigo, mas sim vê o mundo de maneira holística, integrante e integradora.”
(Fatima Reis, pedagoga, poeta, contadora de História e escritora Iguaçuana)

“Ter ou ser Ubuntu é lutar contra qualquer tipo de discriminação, ter cidadania ecológica, se esforçar para melhorar a vida do outro, participar da vida do outro, respeitar a opinião alheia, e não humilhar e oprimir. É ser e estar em sociedade, sendo humano e agindo e interagindo com outros seres humanos.” (Fatima Reis)

“A sociedade é importante por causa do ubuntu.” (Bill Clinton)

Também vale dizer que Ubuntu talvez seja um parente próximo do Namastê – cumprimento hindu com o qual costumo me despedir em meus posts. Namastê significa “a divindade que há em mim saúda, portanto reconhece e respeita, a divindade que há em você”, enquanto que a versão para Ubuntu seria “a humanidade que há em mim saúda a humanidade que há em você”. Eita mundo pequeno! Eu diria que as duas palavras se complementam, pois penso que todos temos uma porção humana e uma porção divina.

Grande abraço e muito Ubuntu para todos nós! Namastê. =)


Vale ver também:

Ausência de Ubuntu. Crônica de Fatima Reis que fala sobre a falta de Ubuntu nas escolas.

Ubuntu, uma lição fácil de aprender, melhor ainda de viver. Matéria veiculada no Jornal Nacional em 10/06/2010.

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Eu sempre adorei acompanhar grandes eventos esportivos como Olimpiadas e Copas do Mundo. São eventos especiais que reunem em um mesmo país ou cidade pessoas de todo o planeta, cada qual representando seu povo e cultura. E o mais legal é que esse encontro global, de modo geral, costuma ocorrer de maneira pacífica, em clima fraterno e de celebração.

Eventos como esses também nos dão oportunidade de conhecer melhor os locais que sediam as competições, e nesse aspecto foi ótimo a Copa ter acontecido na África do Sul. Eu tinha muita curiosidade de saber mais sobre o Apartheid, sobre Mandela e o povo sul-africano. O que posso dizer é que aprendi muito ao longo do último mês e me encantei, com a alegria, força e coragem das pessoas e a beleza das paisagens – que belo país! Porém, inevitável também, foi traçar paralelos com o Brasil e os brasileiros. Assim como eles somos alegres e hospitaleiros, vivemos em solo abençoado e temos uma parcela da população sobrevivendo sem a merecida dignidade e respeito. Mas apesar das semelhanças, nossas histórias são completamente diferentes, é importante que se diga. Os sul-africanos ainda se recuperam do terrível regime de segregação racial que se encerrou em 1994. Desde então, houveram progressos, a própria Copa do Mundo é um exemplo disso, mas trata-se ainda de uma sociedade em reconstrução, na qual provavelmente prosseguirá por muitos e muitos anos.

Agora, depois de ter visto algumas reportagens retratando a dura realidade de comunidades pobres na África do Sul durante a Copa uma palavra ficou em minha mente: dignidade. Todo ser humano merece viver, no mínimo, com dignidade. Ninguém deve aceitar menos do que isso. Nós, enquanto humanidade, devemos zelar para que todos vivam dignamente, no Brasil, na África ou qualquer outro lugar. Há muitas formas de se fazer isso, é só a gente querer de verdade.

Mas… falando um pouco de futebol… confesso que tirei o mês de “férias” para ver os jogos e as análises dos comentaristas (minha TV não saía da ESPN Brasil e minha mãe já não aguentava mais. Ela passava pelo quarto e perguntava: “Você não quer ver outra coisa?”. Tadinha, acho que judiei um pouco dela hehe – mas poxa, é só uma vez a cada 4 anos!). Foi uma Copa legal, melhor que a anterior, na Alemanha, pelas surpresas e partidas emocionantes. Parabéns às seleções da África do Sul (jogou bem, dentro de suas limitações e diante de adversários de algum respeito, com um pouquinho mais de sorte teria ido mais longe – ai aquela bola na trave do México!), de Gana (por ter feito sua melhor campanha em Copas, alcançado a fase de quartas), do Paraguai (por muito pouco não chega às semi-finais desbancando os todo poderosos espanhóis), do Uruguai (Esse sim! Time de guerreiro! Torci muito!), da Alemanha (pelas belas goleadas) e da campeã Espanha (título merecido). Poderia parabenizar a Holanda também, mas depois que resolveram descer a bota na final perdi toda a vontade. E o Brasil? Bom, o Brasil não tinha lá um time “muito” habilidoso, mas tinha totais condições de chegar a final e disputar o caneco, não conseguiu porque se mostrou um time tenso, sem comando e incapaz de reagir diante da adversidade (mas tudo bem, quantas vezes nós não nos sentimos e agimos da mesma forma?). Não diria que foi uma decepção completa, nossa seleção viveu alguns bons momentos em suas partidas. É isso aí, agora só em 2014! Valeu África!

Moral do post. Se o mundo se une em torno do esporte, porque não pode se unir para promover a dignidade humana? E nós, o que podemos fazer a respeito?

Grande abraço. Cuidem-se. Namastê.

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